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SEMANA NACIONAL DE CONTROLE E COMBATE A LEISHMANIOSE

SEMANA NACIONAL DE CONTROLE E COMBATE A LEISHMANIOSE

Perguntas sobre a Leishmaniose Canina

O que é a Leishmaniose Visceral Canina?

Trata-se de uma doença parasitária grave do cão, causada por um protozoário (parasita microscópico), Leishmania chagasi, transmitido por um flebótomo – inseto relativamente parecido com um mosquito, mas menor. A Leishmaniose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem. Trata-se de uma doença parasitária grave do cão, causada por um protozoário (parasita microscópico), Leishmania chagasi, transmitido por um flebótomo – inseto relativamente parecido com um mosquito, mas menor. A Leishmaniose é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem.

Quais são os sinais clínicos mais comuns?

O primeiro sinal clínico mais comum a aparecer é a perda de pelo, sobretudo ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas. À medida que a doença progride, o cão perde peso. É habitual o desenvolvimento de uma dermatite ulcerativa (ferida) que pode se disseminar por toda a superfície corporal do cão, sobretudo nas regiões do corpo do cão que têm maior contato com o chão quando o cão está sentado ou deitado. Em uma fase mais avançada, começam a se observar sinais relacionados com a insuficiência renal crônica.

O primeiro sinal clínico mais comum a aparecer é a perda de pelo, sobretudo ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas. À medida que a doença progride, o cão perde peso. É habitual o desenvolvimento de uma dermatite ulcerativa (ferida) que pode se disseminar por toda a superfície corporal do cão, sobretudo nas regiões do corpo do cão que têm maior contato com o chão quando o cão está sentado ou deitado. Em uma fase mais avançada, começam a se observar sinais relacionados com a insuficiência renal crônica.

Como é a distribuição da Leishmaniose no mundo?

A Leishmaniose canina ocorre principalmente na América Latina e nos países mediterrâneos incluindo Portugal, Espanha, França, Itália, Malta, Grécia, Turquia, Israel, Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos.

A Leishmaniose canina ocorre principalmente na América Latina e nos países mediterrâneos incluindo Portugal, Espanha, França, Itália, Malta, Grécia, Turquia, Israel, Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos.
Como está a situação da Leishmaniose no Brasil?

De 2000 a 2008 foram notificados e registrados no Brasil 30.587 casos humanos distribuídos por mais de 20 Estados. Neste mesmo período, cerca de 2.000 óbitos humanos foram causados pela Leishmaniose Visceral. Especialistas estimam que para cada caso humano existam em média 200 cães infectados.

De 2000 a 2008 foram notificados e registrados no Brasil 30.587 casos humanos distribuídos por mais de 20 Estados. Neste mesmo período, cerca de 2.000 óbitos humanos foram causados pela Leishmaniose Visceral. Especialistas estimam que para cada caso humano existam em média 200 cães infectados.

O meu cão pode morrer de Leishmaniose?

Sim, a Leishmaniose Visceral Canina é uma doença de alta letalidade nos cães. Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a eutanásia dos cães infectados visando conter o avanço da doença em humanos, uma vez que estudos comprovam que o cão, mesmo após o tratamento, pode continuar transmitindo a doença para os flebótomos que o picam.

Sim, a Leishmaniose Visceral Canina é uma doença de alta letalidade nos cães. Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a eutanásia dos cães infectados visando conter o avanço da doença em humanos, uma vez que estudos comprovam que o cão, mesmo após o tratamento, pode continuar transmitindo a doença para os flebótomos que o picam.

Qual é o risco do meu cão se infectar com a doença?

Se o seu cão não receber qualquer proteção, o risco é bastante alto, especialmente se a área na qual ele se encontra é endêmica. O risco é maior se os fatores climáticos forem favoráveis (alta temperatura, umidade, presença de matéria orgânica etc.) ou se permanecer fora de casa desde o entardecer até o amanhecer.

Se o seu cão não receber qualquer proteção, o risco é bastante alto, especialmente se a área na qual ele se encontra é endêmica. O risco é maior se os fatores climáticos forem favoráveis (alta temperatura, umidade, presença de matéria orgânica etc.) ou se permanecer fora de casa desde o entardecer até o amanhecer. 

O tratamento pode curar o meu cão?

O tratamento não permite uma cura completa. Geralmente consegue-se a remissão dos sinais clínicos, no entanto, o animal pode continuar portador do parasita, situação que chamamos de reservatório da doença. Por esse motivo que, aqui no Brasil, o Ministério da Saúde proíbe o tratamento e recomenda a eutanásia dos cães infectados.

Existem outros produtos que possam proteger o meu cão?

Existem poucos produtos disponíveis que possuem indicação em bula contra a picada do flebótomo. Todos possuem pouquíssimos trabalhos demonstrando a real eficiência e, em geral, oferecem proteção por no máximo 1 mês sendo, portanto, necessárias aplicações mensais. A melhor opção é a utilização de coleiras impregnadas de Deltametrina, tal como é recomendado pela Organização Mundial de Saúde. A coleira Scalibor® é a única coleira impregnada de Deltametrina atualmente disponível.

Existem poucos produtos disponíveis que possuem indicação em bula contra a picada do flebótomo. Todos possuem pouquíssimos trabalhos demonstrando a real eficiência e, em geral, oferecem proteção por no máximo 1 mês sendo, portanto, necessárias aplicações mensais. A melhor opção é a utilização de coleiras impregnadas de Deltametrina, tal como é recomendado pela Organização Mundial de Saúde. A coleira Scalibor® é a única coleira impregnada de Deltametrina atualmente disponível.

Como a coleira Scalibor® protege o meu cão?

O modo de ação da Scalibor® baseia-se principalmente no efeito repelente do flebótomo, evitando que este pique o cão. Um flebótomo que não pica não transmite a Leishmaniose.

O modo de ação da Scalibor® baseia-se principalmente no efeito repelente do flebótomo, evitando que este pique o cão. Um flebótomo que não pica não transmite a Leishmaniose.

O que os cientistas opinam sobre os produtos disponíveis comercialmente?

Vários cientistas têm reconhecido a eficácia das coleiras impregnadas de Deltametrina. Prova disso é o fato da Organização Mundial de Saúde ter recomendado, em um relatório sobre doenças transmitidas por vetores, que os “donos devem ser encorajados a colocarem nos seus cães” este tipo de coleira. Uma revisão, publicada recentemente, dos vários artigos científicos publicados nos últimos anos também refere que existem evidências consistentes para a recomendação da utilização das coleiras impregnadas de Deltametrina em cães.

Vários cientistas têm reconhecido a eficácia das coleiras impregnadas de Deltametrina. Prova disso é o fato da Organização Mundial de Saúde ter recomendado, em um relatório sobre doenças transmitidas por vetores, que os “donos devem ser encorajados a colocarem nos seus cães” este tipo de coleira. Uma revisão, publicada recentemente, dos vários artigos científicos publicados nos últimos anos também refere que existem evidências consistentes para a recomendação da utilização das coleiras impregnadas de Deltametrina em cães.

O que mais posso fazer para prevenir a picada do flebótomo? 

Atitudes simples – como a limpeza de quintais através da remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, por exemplo – ajudam a combater a doença, uma vez que o mosquito transmissor coloca seus ovos em locais ricos em matéria orgânica. Manter o seu cão dentro de casa no período de maior atividade do mosquito, ou seja, desde o entardecer até o amanhecer. Uso de inseticidas e repelentes dentro de casa. Instalação de telas com malha fina nas portas e janelas, evitando assim a entrada do vetor dentro de casa.

O que devo fazer se achar que o meu cão tem Leishmaniose?

Deve levar o seu cão ao Médico Veterinário ou à Unidade de Controle de Zoonozes mais próximo o mais rápido possível. O Médico Veterinário irá examiná-lo clinicamente e propor-lhe a realização de um ou mais exames complementares de diagnóstico para confirmar a presença ou não da doença.

Qual o período de incubação da doença?

O período de incubação é muito variável, podendo ser de poucos meses até anos. O período médio aproxima-se dos 3 a 18 meses.
Alguns cães são resistentes e, embora possam sofrer picadas de flebótomos infectados, nunca mostrarão sinais de doença, desde que se mantenham corretamente alimentados e não sejam submetidos a situações de stress. A resistência também pode ser de origem genética.

O período de incubação é muito variável, podendo ser de poucos meses até anos. O período médio aproxima-se dos 3 a 18 meses.
Alguns cães são resistentes e, embora possam sofrer picadas de flebótomos infectados, nunca mostrarão sinais de doença, desde que se mantenham corretamente alimentados e não sejam submetidos a situações de stress. A resistência também pode ser de origem genética.

Que métodos de diagnóstico existem?

Basicamente utilizam-se técnicas que nos permitam detectar o parasita (parasitológicas) ou a presença de uma resposta imunológica do cão ao parasita (sorológicas). Quando se suspeita que um cão esteja com Leishmaniose podem utilizar-se várias técnicas simultaneamente a fim de confirmar o diagnóstico. Em áreas consideradas endêmicas para a doença, os donos devem submeter os seus cães rotineiramente a exames para determinar se estão ou não infectados, de forma a se conseguir um diagnóstico precoce. Uma boa oportunidade para se fazer o exame é no momento da consulta anual de revacinação.

Como se transmite a Leishmaniose?

A Leishmaniose é transmitida através da picada de um inseto chamado flebótomo e popularmente conhecido como mosquito palha, birigui, tatuquiras, etc.

A Leishmaniose é transmitida através da picada de um inseto chamado flebótomo e popularmente conhecido como mosquito palha, birigui, tatuquiras, etc.

Todos os flebótomos transmitem a Leishmaniose?

No Brasil existem várias espécies do gênero Lutzomyia, porém as que até agora são comprovadamente transmissoras da Leishmaniose são a L. cruzi e, principalmente, L. longipalpis. Somente as fêmeas destes insetos transmitem a Leishmaniose.

No Brasil existem várias espécies do gênero Lutzomyia, porém as que até agora são comprovadamente transmissoras da Leishmaniose são a L. cruzi e, principalmente, L. longipalpis. Somente as fêmeas destes insetos transmitem a Leishmaniose.

Por que só as fêmeas transmitem a Leishmaniose? 

Ambos os sexos se alimentam do néctar das plantas, mas somente as fêmeas se alimentam do sangue de mamíferos. A fêmea necessita do sangue para a postura dos ovos. Passada cerca de uma semana da alimentação de sangue, a fêmea põe aproximadamente 100 ovos no solo ou em locais úmidos e ricos em matéria orgânica. Ambos os sexos se alimentam do néctar das plantas, mas somente as fêmeas se alimentam do sangue de mamíferos. A fêmea necessita do sangue para a postura dos ovos. Passada cerca de uma semana da alimentação de sangue, a fêmea põe aproximadamente 100 ovos no solo ou em locais úmidos e ricos em matéria orgânica.

Quantas vezes uma fêmea tem de picar para poder transmitir a Leishmaniose?

Dependendo da carga parasitária existente no cão, basta uma única picada para que a fêmea se infecte. Por sua vez, basta também uma única picada para essa mesma fêmea passar a leishmania para outro cão ou o homem. Dependendo da carga parasitária existente no cão, basta uma única picada para que a fêmea se infecte. Por sua vez, basta também uma única picada para essa mesma fêmea passar a leishmania para outro cão ou o homem.

Como posso reconhecer um flebótomo?

Os flebótomos são insetos pequenos, cobertos de pelos e de coloração clara, sendo está última a característica que dá origem ao seu principal apelido: mosquito palha. São facilmente reconhecidos por voar em pequenos saltos e pousar com suas asas entreabertas e ligeiramente levantadas. Os flebótomos são insetos pequenos, cobertos de pelos e de coloração clara, sendo está última a característica que dá origem ao seu principal apelido: mosquito palha. São facilmente reconhecidos por voar em pequenos saltos e pousar com suas asas entreabertas e ligeiramente levantadas.

Qual é o seu habitat?

Ele vive, preferencialmente, ao nível do solo, próximo à vegetação, sobre folhas em decomposição, raízes de árvores, troncos e tocas de animais. Gosta de lugares com pouca luz, úmidos, sem vento e que tenham alimento por perto. O mosquito também pode ser encontrado facilmente em galinheiros, chiqueiros, canis, paióis e, inclusive, dentro das casas.

Ele vive, preferencialmente, ao nível do solo, próximo à vegetação, sobre folhas em decomposição, raízes de árvores, troncos e tocas de animais. Gosta de lugares com pouca luz, úmidos, sem vento e que tenham alimento por perto. O mosquito também pode ser encontrado facilmente em galinheiros, chiqueiros, canis, paióis e, inclusive, dentro das casas.

Qual é o ciclo de vida do flebótomo?

As larvas eclodem dos ovos uma semana após a postura. Passam por quatro estágios antes que a pupa se forme. As pupas transformam-se em adultos após 10 dias, aproximadamente. O ciclo completo, desde o ovo até a forma adulta, dura entre 6 a 8 semanas.

As larvas eclodem dos ovos uma semana após a postura. Passam por quatro estágios antes que a pupa se forme. As pupas transformam-se em adultos após 10 dias, aproximadamente. O ciclo completo, desde o ovo até a forma adulta, dura entre 6 a 8 semanas.

Em que momento do dia o flebótomo mais atua?

O período de atividade dos flebótomos começa ao entardecer e continua por toda a noite.

O período de atividade dos flebótomos começa ao entardecer e continua por toda a noite.

Quantas vezes uma fêmeas pica?

A fêmea se alimenta de sangue normalmente 3-4 vezes durante sua vida, podendo, se infectada na sua primeira alimentação, transmitir a doença para 2-3 cães ou seres humanos.

A fêmea se alimenta de sangue normalmente 3-4 vezes durante sua vida, podendo, se infectada na sua primeira alimentação, transmitir a doença para 2-3 cães ou seres humanos.

O flebótomo também pode entrar no interior das casas?

Eles são encontrados principalmente nas áreas externas das casas, no entanto, também podem ser observados no interior das habitações. São atraídos pelo odor dos animais e das pessoas.

 

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